How much does it cost to migrate to the cloud (and how to reduce the bill afterwards)?

Nuvem de computacao conectada a servidores, representando a migracao para a nuvem

Poucas coisas frustram tanto um projeto de nuvem quanto a segunda fatura. O custo de migração para a nuvem raramente é o que a empresa projetou no início: a migração é aprovada com uma promessa de economia, o ambiente sobe, e quando a conta chega ela está maior do que o data center que deveria substituir. Na maioria dos casos, o que aconteceu foi simples: o ambiente foi para a nuvem sem que ninguém medisse, antes, o que ele realmente consumia.

Para o gestor de TI de uma empresa de médio ou grande porte, a dúvida que importa não é só quanto custa a nuvem. É entender o que define esse custo e por onde ele escapa. Vamos por partes, começando pelo erro mais comum.

Por que migrar “do jeito que está” custa caro

Existe um erro que se repete em quase toda migração apressada. A empresa leva o ambiente para a nuvem exatamente como ele roda no on-premise, máquina por máquina, sem parar para verificar se cada uma usa de fato o processamento e a memória que recebeu.

Para entender por que isso pesa, vale olhar o modelo de custo dos dois lados. No data center a empresa está em CAPEX. Como o hardware já foi comprado, usar mais ou menos dos recursos computacionais daquela máquina, memória e CPU, não muda a conta no fim do mês. Esse conforto tem um efeito colateral conhecido: acabamos entregando recurso de sobra para as máquinas virtuais, bem acima do que elas de fato precisam. Às vezes por precaução, às vezes para compensar uma aplicação pesada demais, uma consulta mal escrita, um sistema que consome mais do que deveria. Como o hardware já está pago, esse excesso nunca aparece na conta.

A nuvem inverte essa lógica. Ali o modelo é OPEX, e eu costumo comparar com um taxímetro: você paga pelo que foi alocado para a máquina, ela usando o recurso ou não. Reservou, está pago. Todo aquele excesso que passava despercebido no data center vira uma linha na fatura, mês após mês.

E não é só processamento e memória. O disco, que nem conta como recurso computacional, também pesa na nuvem, porque ele tem tipos diferentes de desempenho e o mais rápido custa bem mais. Na Azure, por exemplo, um disco Premium SSD tem um preço bem distante de um Standard. Deixar tudo na camada mais alta por padrão, sem olhar o que cada carga realmente precisa, infla a fatura à toa.

Migrar sem rever esse dimensionamento, então, não leva só os servidores para a nuvem. Leva o desperdício junto, agora com preço recorrente.

O assessment, ou por que medimos por quase 30 dias

É por isso que, antes de mover qualquer coisa, o passo que mais economiza dinheiro é um bom assessment. A ideia é sair do achismo e enxergar, com número, o que o ambiente consome de verdade.

Na prática funciona assim. Colocamos alguns contadores no ambiente e deixamos coletando dados de consumo por quase 30 dias. Esse prazo não é por acaso. Ele precisa pegar os períodos de fechamento da empresa, quando o processamento dispara e o consumo mostra o seu pico real. Se você medisse só um dia comum, dimensionaria tudo por baixo, e justamente os momentos mais críticos ficariam de fora.

Com esses dados na mão, montamos um De/Para do on-premise para a nuvem. Cada máquina passa a ser dimensionada pelo que usa de fato, não pelo que um dia foi reservado por precaução. É esse De/Para que faz a migração virar economia de verdade, em vez de copiar o desperdício de um modelo para o outro.

O que entra no custo de migração para a nuvem

Feito o assessment, o investimento da migração se distribui basicamente em quatro frentes:

  • Avaliação e desenho. O assessment de consumo, o mapeamento das dependências entre as aplicações e a decisão do que fazer com cada carga: o que apenas rehospeda, o que precisa ser ajustado e o que pode ser aposentado. É a parte mais barata e a que mais derruba o custo total.
  • Execução. Provisionamento do ambiente, transferência dos dados e cutover. Aqui entra também o custo temporário de manter os dois ambientes rodando em paralelo durante a transição.
  • Licenciamento. Bancos de dados, sistemas operacionais e softwares que mudam de modelo de licença ao sair do servidor físico, além de cargas legadas que pedem ajuste para rodar bem na nuvem.
  • Operação. Processamento, armazenamento, tráfego de saída e serviços gerenciados. É a frente que vira recorrente e onde a governança de custo faz diferença.

Por que a fatura ainda pode crescer depois

Mesmo com um bom desenho inicial, a conta tende a subir com o tempo por três motivos bem conhecidos. Máquinas que sobem para atender a um pico e ficam ligadas 24 horas por dia mesmo quando a demanda real é uma fração daquilo. Discos, IPs e ambientes de teste que ninguém desligou e continuam sendo cobrados em silêncio. E a ausência de um dono para o custo, sem alerta e sem revisão, o que faz a fatura crescer até virar assunto de diretoria.

Cuidar disso de forma contínua é o que chamamos de FinOps: tratar o custo da nuvem como uma métrica de engenharia, e não como uma linha que só o financeiro olha no fechamento.

Como reduzir a conta sem comprometer o desempenho

Reduzir custo de nuvem tem pouco a ver com escolher a máquina mais barata. Tem a ver com pagar pelo que a operação usa, mantendo desempenho e segurança. As alavancas que costumam dar mais retorno são:

  • Dimensionar pelo consumo real medido no assessment, e revisitar isso de tempos em tempos.
  • Desligar o que não precisa ficar de pé o tempo todo, como ambientes de desenvolvimento e homologação fora do horário comercial.
  • Usar reservas e planos de compromisso para as cargas estáveis e previsíveis.
  • Ajustar o armazenamento ao tipo de dado, movendo o que é frio para camadas mais baratas.
  • Manter uma governança viva, com dono definido, alertas de orçamento e revisão mensal.

How does Integrity-UX conduct this work?

Aqui, na nossa consultoria de migração e gestão de nuvem, migração e custo andam juntos desde o começo. Antes de mover qualquer carga, medimos o consumo real do ambiente por cerca de 30 dias, cobrindo os fechamentos, e montamos o De/Para que dimensiona cada máquina pelo que ela de fato usa. Com isso, a empresa já sabe o custo que vai ter depois da virada, sem susto na primeira fatura.

Terminada a migração, entra a rotina de FinOps: dimensionamento pelo uso, corte de desperdício e governança com dono e revisão periódica. No fim, a empresa fica com uma nuvem que acompanha o crescimento do negócio, com custo previsível e segurança em dia.

Um exemplo concreto: um cliente do varejo de médio porte operava todo o ambiente on-premise e convivia com paradas não programadas frequentes, que no varejo significam venda perdida. Rodamos os coletores por volta de 20 a 30 dias, cobrindo tanto os períodos de baixo consumo quanto os picos de fechamento, e migramos o ambiente para a nuvem. O ganho foi muito além da estabilidade. Acabaram os custos com o refresh tecnológico de equipamentos obsoletos, com energia, geradores e nobreaks, e com a aplicação de firmware. A administração ficou mais enxuta, porque deixou de exigir um especialista dedicado para cada frente, como redes, storage e servidores. No fim, o cliente passou a operar em um ambiente mais performático e seguro, com um custo-benefício melhor do que o modelo antigo entregava.

Next steps

Se a sua empresa está avaliando ir para a nuvem, ou já foi e desconfia que paga mais do que precisa, o primeiro passo é medir o que o ambiente realmente consome hoje. Entender o custo de migração para a nuvem antes de mover qualquer carga é o que evita a surpresa na primeira fatura.

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Frequently Asked Questions

Quanto custa migrar para a nuvem?

Não existe valor único. Depende do consumo real do ambiente, do tamanho e da complexidade do parque, da estratégia de cada carga e do modelo de licenciamento. Um assessment prévio dimensiona o investimento e evita gasto desnecessário.

Migrar para a nuvem sempre reduz custo?

Não automaticamente. Migrar sem assessment pode até aumentar a conta, porque a nuvem cobra pelo recurso alocado, usando ou não. A economia vem de dimensionar pelo consumo real e manter a governança depois.

Qual a diferença entre CAPEX e OPEX na nuvem?

No on-premise (CAPEX) o hardware já foi pago e é usado à vontade. Na nuvem (OPEX) você paga pelo que aloca, como num taxímetro. Por isso o dimensionamento correto passa a impactar direto o custo do mês.

This content was produced by the Integrity-UX team, an IT consulting firm specializing in cloud migration and management, infrastructure, and business continuity for medium and large companies.

Fonte: Microsoft, Estimate total cost of ownership (Cloud Adoption Framework).

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